Você domina as normas da Redação Oficial?
Por: Thaíse Nardim
Data: 20/01/2009
“Preparar-se para um concurso público pode parecer uma epopeia para alguns, mas a tranquilidade trazida pela estabilidade da carreira pública frequentemente atrai muitas pessoas dispostas a enfrentar a heroica jornada de estudos, pessoas que creem que seus esforços serão recompensados”.
Se você é uma dessas pessoas determinadas, que optam por se dedicar aos estudos, a fim de conquistar a tão sonhada colocação no funcionalismo público, já deve ter notado: a frase acima está propositalmente repleta de palavras cuja grafia foi modificada graças ao “Acordo Ortográfico”, que entrou em vigor no primeiro dia deste ano.
Mas mesmo para os sonhadores mais aplicados, as mudanças às vezes podem parecer assustadoras. Isso porque o Acordo Ortográfico, firmado para unir a escrita de oito países de língua portuguesa – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste –, chega a afetar 0,8% das palavras usadas no Brasil, mais ou menos 3 mil palavras, segundo os dados do Ministério da Educação.
Muita coisa está mudando, mas isso não é motivo para desespero. O Acordo prevê um prazo de transição entre o “velho” e o “novo” jeito de escrever. Até dezembro de 2012, ninguém será punido por utilizar a norma antiga, seja em concursos públicos, em vestibulares ou em outros tipos de provas em que o idioma seja uma disciplina avaliada. Essa ideia (sem acento) não lhe agrada?
Também não é por isso que você vai deixar para aprender depois. Em se tratando das questões objetivas, o organizador pode, sim, elaborar questões exigindo o conhecimento a respeito das novas normas. Para evitar surpresas, é importante ficar atento aos editais: se eles fizerem referência ao Decreto 6.583, as novas normas podem constar das questões objetivas. Além disso, o Acordo pode servir também de mote para questões das provas em outras disciplinas, como em Atualidades ou em Conhecimentos Gerais. Nesse caso, conhecer os motivos que desencadearam a Reforma e seu processo de elaboração será um diferencial definitivo.
É verdade que ainda é muito difícil encontrar livros didáticos que auxiliem na aprendizagem das novas normas. A própria Academia Brasileira de Letras (ABL) precisa ainda padronizar o vocabulário e suprimir pequenas divergências, e o novo “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (Volp) está previsto apenas para fevereiro. A saída, portanto, é recorrer aos jornais e à internet para manter-se informado e estar sempre em contato com as novas regras.
Scritta
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Lafaete Esutáquio da Silva
Muito boa as suas explicações!
Renan Fiel
bnds
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Maria Ines Vieira
APE - MTE
Muito importante. Eram os acertos que me faltava. Obrigado.
Claudio
apc by schnaider eletrio