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Planejar para ter bons resultados: Gestão Governamental

Por: Bartira Betini

Data: 18/03/2009

A preocupação atual não é apenas governar bem, e sim pensar em estratégias para que esse governo faça a diferença, se destaca e traga realmente resultados que sejam vistos pela população e avaliados por ela. E, para isso, é preciso pensar em estratégias, traçar metas e planejar. Tanto na esfera federal como na estadual, especialistas estão sendo contratados para planejar novas políticas públicas. Ou seja, usar o que está disponível para governar da melhor forma possível.

O Governo Federal já tem 793 especialistas em gestão governamental e políticas públicas trabalhando. Esse número é quase o dobro dos 400 que, no ano 2000, tinham essa função. A Secretaria de Gestão Pública de São Paulo está prestes a empregar 150 profissionais este ano para profissionalizar a administração pública e adotar a gestão por resultado. Os cargos de secretário, ministro, assessor etc. são de confiança, mas, pelo jeito, avaliou-se a necessidade de ter especialistas que orientem quem está no comando, que são pessoas, na maioria das vezes, sem domínio de administração e marinheiros de primeira viagem.

Na esfera federal, um especialista em gestão pode ter destaque e até conseguir um cargo de secretário, apenas uma escada abaixo do cargo de ministro. Esse mérito não depende de anos de trabalho, e sim da avaliação de resultados. Ou seja, ele irá propor ações, checar o que está em andamento e sugerir mudanças ou novas políticas para melhorar o andamento da gestão. Em linhas gerais, o gestor avalia, de maneira racional e focada na teoria, se o governo está agindo de maneira produtiva. Existe até cursos para qualificar esses profissionais na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), ligada ao Ministério do Planejamento. Fazer esse curso ajuda na promoção, pois ele é avaliado como um diferencial e fundamental para quem quer seguir carreira e se tornar um profissional melhor nessa área.

Esses profissionais ganham prestígio e também um salário “gordo” no fim do mês: um especialista em gestão governamental inicia a carreira com R$ 10,9 mil e o teto pode chegar a R$ 15 mil. Agora, nem todos conseguem êxito em desempenhar a função, que exige capacidade de gerenciar e se adequar ao que a máquina pública oferece: pouco dinheiro para investir em novos métodos de ação, burocracia que retarda os processos, falta de disponibilidade de quem está engessado há anos num modelo antigo para aderir algo novo ou, ainda, falta de funcionários para desenvolver funções muitas vezes fundamentais. E nem todos sabem lidar com essas limitações.

Por isso, a gestão governamental é para poucos. Sai vencedor quem tem tino para negociar, quem tem jogo de cintura para lidar com as limitações e quem está disposto a vencer limites. Um grande desafio é vencer os obstáculos de uma situação engessada e construir para uma nova realidade, com cautela, paciência, determinação e muita credibilidade de que dá para melhorar sim, basta querer!



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    As informações aqui apresentadas com um padrão de excelência máximo são essenciais para todo cidadão e de grande valia para os pesquisadores e para os estudantes em geral.

    Lafaete Esutáquio da Silva


    Muito boa as suas explicações!

    Renan Fiel

    bnds


    Gostei muito do site, é de excelência. Me ajudou muito na hora que mais precisei . Obrigada

    Maria Ines Vieira

    APE - MTE


    Muito importante. Eram os acertos que me faltava. Obrigado.

    Claudio

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